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Caserna

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Vinheta EB - Conquista do Paraíso.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Chefe nos Pampas



Cel José Gobbo Ferreira
07/12/2003
Com pompa, circunstância, alegorias, plumas e paetês, foi exumado o que sobrou do ex-presidente parvo-comunista Jango Goulart. O defunto havia defuntado na frente de sua fiel companheira, devido a um ataque cardíaco fulminante. Ela mesmo declarou isso várias vezes. No entanto, como ela poderia ter confundido infarto com envenenamento, tendo em vista a perfeita semelhança dos sintomas, decidiu-se exumá-lo.
Com a abissal incapacidade de fazer qualquer coisa que preste, o governo bolivariano brasileiro dedica-se agora à caça aos defuntos. Freud explica:
O grande timoneiro do bolivarianismo, Chávez, morreu recentemente (será?). Mas, uma morte comum não seria digna desse avatar de Bolívar. Então, ele começou a morrer em Cuba, ficou morrendo por algum tempo, desmorreu e morreu de novo. Tiveram que embalsama-lo e pô-lo a ferros em um ataúde para que parasse com essas presepadas.
O senhor Chávez, comunista como Jorge Amado, era leitor assíduo dele. Elegeu  Quincas Berro D´água como seu herói  e resolveu repetir aquelas façanhas.
Eis, porém que, mesmo embalsamado, no está muerto quién pelea, como já disse Martín Fierro. E, não podendo mais desfilar para baixo e para cima todo paramentado, o caudilho assumiu a forma de um passarinho (da espécie “plumatus imbecilis”) e continua dando conselhos a seu sucessor, devidamente  maduro para recebe-los.
Impressionados pela vivacidade do defunto Chávez e decepcionados com a inércia dos nossos, as atenções dos necrobolivarianos tupiniquins dirigiram-se primeiro a Juscelino, que morreu em um acidente rodoviário. A ideia era exumar Juscelino, o motorista e o carro. Este último não pode ser encontrado e o projeto foi abortado.
Mas Jango não escapou. De acordo com palavras de seu filho, foi montada uma equipe internacional, com a presença de um legista da família. Usaram os mais sofisticados procedimentos para a análise. E acharam provas! Não as que esperavam, mas a prova que esse governo que aí está é a fauna mais retardada que já habitou o planalto central (talvez o próprio planeta, mas isso está fora de meu alcance afirmar). O próprio Darwin reveria sua lei da evolução se tivesse conhecido esses espécimes.
Aconselho aos amigos que jamais corram o risco de dizer a um macaco que aquelas criaturas são descendentes dele. Macacos são muito perigosos quando se enfurecem.
Restam perguntas melancólicas: Quanto custou isso tudo? E, com a inocência de um Arcanjo: Quem pagará a conta?
Mas quando a idiotice ultrapassa certos limites, dá oportunidade a que atitudes sensatas sejam tomadas: Na cerimônia de reenterro, um Chefe militar, o General Carlos Bolivar Goellner soltou a voz que o Exército não ouvia há longo tempo.
Comandante Militar do Sul, enfrentou a tentativa de reescritura da história e negou qualquer erro histórico. Regulamento embaixo do braço, mostrou que honras fúnebres são um preceito regulamentar, estão no regimento das Forças Armadas e que o Comando do Exército é a autoridade competente para determina-las. São prestadas ao cargo de Presidente. No caso, foram prestadas a um ex-presidente perturbado em seu repouso pela imbecilidade da corte, e não à pessoa do Sr. Jango.
Deixou bem claro que as honras fúnebres não representavam um pedido de desculpas à família de Jango, pois o Exército não lhes deve desculpa alguma, muito pelo contrário.   
E continuou: “Não há nenhum erro histórico. A história não comete erros. Não se deve fazer nenhuma ilação sobre isso”.
Foi extremamente feliz ao dizer que o evento é apenas um ato de serviço trivial para a tropa, como seria patrulhar o Morro do Alemão ou a ajuda a pessoas em estado de calamidade. Nas Forças Armadas, a missão é dada por quem de direito e cumprida por quem a recebe. Simples assim.
“Não há nenhuma modificação para a instituição do Exército brasileiro. As instituições não mudam com a história. Podem mudar as pessoas, mas não houve qualquer modificação (na instituição), nenhuma”. Traduzindo: O Exército de hoje é o mesmo de ontem e de amanhã: O Exército de Caxias!
A pergunta mais capciosa foi sobre a decisão de exumar o presidente pré-bolivariano. E a resposta foi precisa, dando a César o que é de César: “Isso não tem nada a ver conosco, não há nenhuma interferência ou posicionamento nosso. Cabe à família e às pessoas competentes determinarem esse ato.”
 O PT se supera e exulta a cada vez que comete uma imbecilidade maior que a anterior. Essa foi um passo à frente. Tem a cara dele. Seria uma injustiça negar-lhe os créditos por mais essa idiotice. E o General foi bastante criterioso nesse ponto.
Nós, do grupo Monte Castelo, uma das Chapas que concorrerão às eleições do Clube Militar em 2014, apresentamos armas ao General Carlos Bolivar Goellner. Vemos nele o exemplo do Chefe de que o Exército se orgulha. Chefes que estão começando a se sensibilizar com o estado da Pátria, malbaratada pelos maus brasileiros de sempre.
Ouvindo essas verdades, a Sra. Maria do Rosário acusou o golpe e teve um chilique. Mas nem leve isso em conta, meu General: um “intelectual” de meu tempo dizia sempre que os cães ladram, mas a caravana passa...

(Visite o site www.monte-castelo.org)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - O Estado de S.Paulo - 01 Dez 2013
 
Finalmente se fez justiça no caso do mensalão. Escrevo sem júbilo: é triste ver na cadeia gente que em outras épocas lutou com desprendimento. Eles estão presos ao lado de outros que se dedicaram a encher os bolsos ou a pagar suas campanhas à custa do dinheiro público. Mais melancólico ainda é ver pessoas que outrora se jogavam por ideais - mesmo que controversos - erguerem os punhos como se vivessem uma situação revolucionária, no mesmo instante em que juram fidelidade à Constituição. Onde está a revolução? Gesticulam como se fossem Lenines que receberam dinheiro sujo, mas o usaram para construir a "nova sociedade". Nada disso: apenas ajudaram a cimentar um bloco de forças que vive da mercantilização da política e do uso do Estado para se perpetuar no poder. De pouco serve a encenação farsesca, a não ser para confortar quem a faz e enganar seus seguidores mais crédulos.
Basta de tanto engodo. A condenação pelos crimes do mensalão deu-se em plena vigência do Estado de Direito, num momento em que o Executivo é exercido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), cujo governo indicou a maioria dos ministros do Supremo. Não houve desrespeito às garantias legais dos réus e ao devido processo legal. Então, por que a encenação? O significado é claro: eleições à vista. É preciso mentir, autoenganar-se e repetir o mantra. Não por acaso, a direção do PT amplifica a encenação e Lula diz que a melhor resposta à condenação dos mensaleiros é reeleger Dilma Rousseff... Tem sido sempre assim, desde a apropriação das políticas de proteção social até a ideia esdrúxula de que a estabilização da economia se deveu ao governo do PT. Esqueceram as palavras iradas que disseram contra o que hoje gabam e as múltiplas ações que moveram no Supremo para derrubar as medidas saneadoras. O que conta é a manutenção do poder.
Em toada semelhante, o mago do ilusionismo fez coro. Aliás, neste caso, quem sabe, um lapso verbal expressou sinceridade. "Estamos juntos", disse Lula. Assumiu meio de raspão sua fatia de responsabilidade, ao menos em relação a companheiros a quem deve muito. E ao País, o que dizer?
Reitero, escrevo tudo isso com melancolia, não só porque não me apraz ver gente na cadeia, embora reconheça a legalidade e a necessidade da decisão, mas principalmente porque tanto as ações que levaram a tão infeliz desfecho como a cortina de mentiras que alimenta a aura de heroicidade fazem parte de amplo processo de alienação que envolve a sociedade brasileira. São muitos os responsáveis por ela, não só os petistas. Poucos têm tido a compreensão do alcance destruidor dos procedimentos que permitem reproduzir o bloco de poder hegemônico; são menos numerosos ainda os que têm tido a coragem de gritar contra essas práticas. É enorme o arco de alianças políticas no Congresso cujos membros se beneficiam por pertencerem à "base aliada" de apoio ao governo. Calam-se diante do mensalão e das demais transgressões, como se o "hegemonismo petista" que os mantém fosse compatível com a democracia.. Que dizer, então, da parte da elite empresarial que se ceva dos empréstimos públicos e emudece diante dos malfeitos do petismo e de seus acólitos? Ou da outrora combativa liderança sindical, hoje acomodada nas benesses do poder?
Nada há de novo no que escrevo. Muitos sabem que o rei está nu e poucos bradam. Daí a descrença sobre a elite política reinante na opinião pública mais esclarecida. Quando alguém dá o nome aos bois, como, no caso, o ministro Joaquim Barbosa, que estruturou o processo e desnudou a corrupção, teme-se que, ao deixar a presidência do STF, a onda moralizante dê marcha à ré. É evidente, pois, a descrença nas instituições. A tal ponto que se crê mais nas pessoas, sem perceber que por esse caminho voltaremos aos salvadores da Pátria. São sinais alarmantes.
Os seguidores do lulopetismo, por serem crédulos, talvez sejam menos responsáveis pela situação a que chegamos do que os cínicos, os medrosos, os oportunistas, as elites interesseiras que fingem não ver o que está à vista de todos. Que dizer, então, das práticas políticas? Não dá mais! Estamos a ver as manobras preparatórias para mais uma campanha eleitoral sob o signo do embuste. A candidata oficial, pela posição que ocupa, tem cada ato multiplicado pelos meios de comunicação. Como o exercício do poder se confundiu, na prática, com a campanha eleitoral, entramos já em período de disputa. Disputa desigual, na qual só um lado fala e as oposições, mesmo que berrem, não encontram eco. E sejamos francos: estamos berrando pouco.
É preciso dizer com coragem, simplicidade e de modo direto, como fizeram alguns ministros do Supremo, que a democracia não se compagina com a corrupção nem com as distorções que levam ao favorecimento dos amigos. Não estamos diante de um quadro eleitoral normal. A hegemonia de um partido que não consegue deslindar-se de crenças salvacionistas e autoritárias, o acovardamento de outros e a impotência das oposições estão permitindo a montagem de um sistema de poder que, se duradouro, acarretará riscos de regressão irreversível. Escudado nos cofres públicos, o governo do PT abusa do crédito fácil que agrada não só aos consumidores, mas, em volume muito maior, aos audaciosos que montam suas estratégias empresariais nas facilidades dadas aos amigos do rei. A infiltração dos órgãos de Estado pela militância ávida e por oportunistas que querem beneficiar-se do Estado distorce as práticas republicanas.
Tudo isso é arquissabido. Falta dar um basta aos desmandos, processo que, numa democracia, só tem um caminho: as urnas. É preciso desfazer na consciência popular, com sinceridade e clareza, o manto de ilusões com que o lulopetismo vendeu seu peixe. Com a palavra as oposições e quem mais tenha consciência dos perigos que corremos.
 
* SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA

sábado, 2 de novembro de 2013

O MARXISMO NO PENSAMENTO BRASILEIRO

Nota do Blog:
Este texto é uma conclusão do Trabalho de
* Sérgio Paulo Muniz Costa 
Se houver interesse acesse o endereço abaixo para ler o artigo completo:



A parcela mais atuante da esquerda marxista no pensamento brasileiro desde os anos 50, deixou de ser leninista e em seguida comunista, mas nem por isso, menos revolucionária. Com o tempo, foi ela que constituiu a verdadeira intelligentsia de esquerda no País, absorvendo as facções e dissensões desesperançadas pelo fracasso da luta armada e pelo colapso da URSS. A extensão de sua influência no pensamento brasileiro não é pequena e pode ser avaliada pela consecução de muitas das teses esposadas há sessenta anos, que vão desde a “questão do negro” à estruturação do “Ministério da Defesa Nacional”. Paradoxalmente, é a própria limitação da educação e do conhecimento no País que faz com que essa grande influência não signifique mais poder efetivo. Há uma parcela do pensamento brasileiro que refuta a influência marxista, os mais notórios são ex-marxistas desencantados e, alguns, indignados, com o que lhes foi imposto. Há também aqueles que, por razões e caminhos diversos, construíram carreiras intelectuais independentes do meio universitário controlado pelo pensamento marxista. Destes, o mais notório foi Gilberto Freyre, o verdadeiro fundador da sociologia brasileira. Mas há uma parte expressiva da sociedade brasileira, como na maioria das sociedades, que não pensa o País. Numa simplificação útil aos propósitos deste ensaio em avaliar a influência do marxismo no pensamento brasileiro, pode-se dizer que essa maioria da população sente e faz o País, não se impressionando muito com o discurso dos intelectuais e se posicionando de forma pragmática e reticente em relação à sua prática politica. O marxismo no pensamento nacional é assim mais uma pressão de cúpula, exercida por intermédio dos muitos operadores marxizados que proliferam nas elites politica, econômica, jurídica e cultural, do que um fator de pressão de base apto a mobilizar massas para o projeto revolucionário. O significado maior da ambição dos intelectuais marxistas em controlarem o pensamento nacional e a sua resultante política pode ser extraído da constatação de que a maioria da população brasileira se depara hoje com um aspecto da realidade nacional que a afeta diretamente e para a qual não existe fórmula intelectual de justificação. E é quanto a esse aspecto crucial que poderá se concluir pela derrota dos intelectuais, mais do que pelo seu silêncio diante do vazio moral que se instalou na política nacional: não há justiça onde os intelectuais falham. 

* Historiador, é membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A Verdade: eu menti

 
A JORNALISTA MIRIAN MACEDO REVELA QUE FOI TERRORISTA NA JUVENTUDE, FOI PRESA E MENTIU DURANTE 30 ANOS QUE FOI TORTURADA. A JORNALISTA AFIRMA QUE O ATOR MÁRIO LAGO ORDENAVA QUE TODOS MENTISSEM AO SAIR DA CADEIA E DECLARASSEM QUE QUE FORAM BARBARAMENTE TORTURADOS. LEIAM "EU MENTI"
 
A verdade: eu menti

Mirian Macedo
 
Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade. Fui uma subversivazinha medíocre, mal fui aliciada e já caí, com as mãos cheias de material comprometedor. Não tive nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros de uma estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
Já contei o que eu fazia (quase nada). A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!
Repeti e escrevi a mentira de que tinha tomado choques elétricos (poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu ficavam ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
Eu menti dizendo que meus algozes diversas vezes se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
Quanto aos empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência nem chegaram a machucar nada mais que um gesto irritado de um dos inquisidores, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando.
Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas tortura inumana se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido barbaramente torturados falávamos a verdade?
Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das barbaridades e torturas eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos barbaramente torturados e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica do torturadores. Não, técnica de torturado, ou seja, mentira.
Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre." A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim, todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saímos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tínha nos ensinado o que fazer.
E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e amarelões que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia perguntaram-me se eu queria conhecer a marieta, pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que marieta era uma corruptela de maritaca (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer.
Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de verdade sufocada"? Vou conferir.
A autora é Jornalista. Publicado no blog da autora

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

CRIMINOSOS À SOLTA

Gen Clovis Purper Bandeira

            As manifestações[1][1] de professores em greve, apoiados por outros profissionais e manifestantes profissionais – daqueles que são alugados na Cinelândia ou na Rodoviária de Brasília para engrossarem o efetivo das manifestações – vêm ocorrendo num crescente clima de violência e desrespeito aos direitos fundamentais das pessoas, como o de ir e vir e o de propriedade.
            É natural que, em campanhas salariais, os sindicatos e demais condutores das manifestações tendam a estimular a violência dos atos reivindicatórios. Enquanto a violência é verbal, tudo bem. Essa, afinal, é uma das maneiras mais tradicionais de expressão de uma multidão[2][2].
            O que temos visto, porém, nas mais recentes ocorrências no Rio de Janeiro e em São Paulo, é a participação de grupos anarquistas – macaqueando seus congêneres europeus até na vestimenta – infiltrando-se ou sendo admitidos permissivamente no seio da multidão. Passam, assim, a utilizar as pessoas pacíficas, ou quase isso, como escudo em seu enfrentamento com a polícia, consequente dos atos criminosos de vandalismo que praticam sob a máscara do protesto político. Aos anarquistas somam-se criminosos comuns, sem a desculpa política, interessados em saquear a propriedade privada ou as instalações públicas e roubar celulares, equipamentos eletrônicos, roupas etc.
            Note-se também que, diferentemente do que ocorreu nas manifestações espontâneas e apartidárias de junho, as atuais exibem bandeiras anarquistas e de partidos de extrema esquerda, como PSOL e PSTU. Estas mesmas agremiações dominam os sindicatos dos professores cariocas, mantidos em greve há mais de dois meses, sob a complacência bovina do Executivo, do Judiciário e, principalmente, dos pais dos alunos, que já perderam o ano ou o semestre, pois não há como recuperar tanto tempo de aulas nos dois meses que faltam para o fim do ano letivo.
            Dominadas por extremistas políticos, as multidões perdem o senso da razão e passam a se comportar como turbas[3][3].
            As turbas, descontroladas, apoiadas pela imprensa sensacionalista e por pretensos “defensores de direitos humanos”, até mesmo por patrulheiros da OAB, julgam-se donas da verdade e com o poder divino de impor sua vontade a todos os demais, impedindo a livre circulação e querendo taxar de criminosas as ações legítimas das forças defensoras da Lei e da ordem. Estas, por sua vez, também cometem excessos não justificados, mas daí a considerá-las espúrias e proibidas de cumprir sua missão, vai uma grande distância.
Neste ponto é que atuam profissionais da imprensa e advogados defensores dos bandidos, que chegam ao absurdo de afirmarem que a presença da polícia na rua é que provoca a violência dos marginais Black Blocs. Quer dizer, então, que se polícia não aparecer os criminosos ficarão envergonhados de suas ações e passarão a entoar músicas sacras e a brincar de roda? Esses disparates são proferidos como se fossem verdades científicas.
Quando lemos que a OAB iria acompanhar as manifestações, ficamos satisfeitos. Com certeza iriam orientar os policiais na condução de seus flagrantes e no registro das ocorrências, evitando falhas que viessem a invalidar o inquérito e, posteriormente, o processo criminal a que seriam submetidos os bandidos. Ledo engano! A tropa de choque da OAB está lá para garantir que os “direitos” dos bandidos sejam respeitados, enquanto os direitos dos demais cidadãos de bem são vilipendiados por seus “clientes”!
E qual é o papel do Governo do Estado no problema? Limita ao máximo a atuação da polícia, de olho na queda de popularidade – há sempre eleições em vista, em todos os anos pares – que pensa advir da repressão aos tumultos[4][4] em andamento. Enquanto isso, parece esquecer os sofrimentos a que submete a grande maioria da população, que é vítima dos excessos e atos de banditismo cometidos ou acobertados pela turba.
O tiro poderá sair-lhe pela culatra. A crise pode escalar a um ponto em que não possa mais controlá-la, atingindo o ponto de distúrbio civil[5][5], o que colocará em dúvida sua capacidade de liderança e sua vontade de impor a obediência da Lei por todos, o que é seu dever inalienável. É por esse motivo que, em termos de segurança pública, sua polícia possui o monopólio da força, para impor a Lei. E, quando o estado for incapaz de impor a Lei e a ordem, a União, por exigência constitucional, tem que fazê-lo, decretando intervenção na área do estado, numa das situações excepcionais previstas na Constituição (Art. 34 a 36 e 136 a 141).
Nos últimos eventos é também preocupante o ressurgimento da “greve de solidariedade”, tão comum nos idos de 1960, resultando em baderna nas ruas centrais de São Paulo, em solidariedade aos manifestantes cariocas. Tal coordenação grevista aponta para uma orientação supraestadual, responsável pela amplificação dos protestos e, em grau máximo, sua expansão pelo restante do país.
Aliás, não é interessante que tais tumultos só ocorram em estados cujos governos são de oposição ao governo federal? Por que não acontecem também na Bahia, no Rio Grande do Sul? Não há reivindicações nos estados governados pelos “companheiros”? Ou não há interesse dos promotores da baderna, pertencentes à base política do governo federal, em tumultuar a vida e a eleição desses “companheiros”? Parece-nos evidente a orientação dos tumultos por parte de partidos da extrema esquerda, parceiros do grande bloco de apoio comprado pelo PT ao longo dos últimos anos de seus desgovernos, aliados aos sindicatos pelegos dominados por esses mesmos partidários do “quanto pior, melhor”. Não nos estados situacionistas, é claro.
Pensam que o assunto está esgotado? Não se iludam, a criatividade nesse campo é infinita. O SEPE, Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (RJ), acaba de declarar que os Black Blocs são bem-vindos a suas manifestações, como aliados na “luta”. Nas páginas dos jornais, já estão expostas fotografias com linhas de marginais criminosos formando como “comissão de frente” em passeata dos professores cariocas, que passaram, em número crescente, a também usar roupas pretas em seus tumultos políticos. Temos, agora, os Black Teachers!
Alegar que todo o apoio é bem-vindo equivale a aceitar, da mesma maneira, o apoio do Comando Vermelho (CV), dos Amigos dos Amigos (ADA), do Primeiro Comando da Capital (PCC), da máfia e de outras associações criminosas nacionais e internacionais, mas não querer ser tratado como devem ser tratados esses aliados pelas autoridades.
Estaremos criminalizando o legítimo movimento reivindicatório dos profissionais da educação? De maneira alguma. Eles é que estão se criminalizando, ao adotar como companheiros de viagem a escória criminosa da sociedade. Dize-me com quem andas...
[1][1]    Manifestação: Demonstração, por pessoas reunidas, de sentimento hostil ou simpático a determinada autoridade ou a alguma condição ou movimento econômico ou social. 

[2][2]   Multidão: Aglomeração psicologicamente unificada por interesse comum. A formação da multidão caracteriza-se pelo aparecimento do pronome «nós» entre os membros de uma aglomeração; assim, quando um membro de uma aglomeração afirma - « nós estamos aqui para cultuar ... », « nós estamos aqui para protestar ... » podemos também afirmar que a multidão está constituída e não se trata mais de uma aglomeração. 
3][3]    Turba: Multidão em desordem. Reunião de pessoas que, sob o estímulo de intensa excitação ou agitação, perdem o senso da razão e respeito à Lei e passam a obedecer a indivíduos que tomam a iniciativa de chefiar ações desatinadas.
[4][4]     Tumulto: Desrespeito à ordem, levado a efeito por várias pessoas, em apoio a um desígnio comum de realizar certo empreendimento, por meio de ação planejada contra quem a elas se possa opor (o desrespeito à ordem, uma perturbação da mesma por meio de ações ilegais, traduzidas numa demonstração de natureza violenta ou turbulenta). 
[5][5]     Distúrbio interno ou civil: Inquietação ou tensão civil que toma forma de manifestação. Situação que surge dentro do país, decorrente de atos de violência ou desordem e prejudicial à manutenção ou preservação da Lei e da ordem. Poderá provir da ação de uma turba ou originar-se de um tumulto

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Universitário se recusa a fazer trabalho sobre Marx e escreve carta.

Um estudante universitário de Santa Catarina se recusou a fazer um trabalho sobre cientista político e economista alemão Karl Marx e resolveu escrever uma carta ao professor do curso de Relações Internacionais e divulgar o conteúdo na internet.
A carta, segundo João Victor Gasparino da Silva, de 22 anos, foi uma forma de protestar. "Queria uma universidade com o mesmo espaço para todas as ideias e ideologias, sem proselitismo, sem doutrinação", explicou. A Universidade do Vale do Itajaí (Univali), na qual o jovem estuda, disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.
Segundo João Victor, que estuda Relações Internacionais, o pedido do professor foi para que os estudantes respondessem três questões sobre a teoria de Marx. Ele contou que chegou a pensar em responder de forma neutra, mas mudou de ideia. "Algo me segurava, nem cheguei a considerar dar a minha opinião no trabalho. Até que veio a ideia da carta", disse.
Conforme o estudante, o protesto não foi contra o professor, mas foi uma forma de demonstrar descontentamento em relação à academia. "Faz tempo que estou indignado com o que vem acontecendo em nosso país. Os meios acadêmicos e culturais cada vez mais fechados, os intelectuais de direita cada vez mais lançados ao ostracismo. Resolvi ser a voz de brasileiros que não encontravam espaço para se manifestar, seja por falta de meios, seja pelo próprio medo", disse.
Ao escrever a carta, o estudante disse que já sabia que iria divulgar na internet, não seria apenas destinada ao professor da disciplina. "Uma amiga blogueira do Maranhão sugeriu divulgar na internet, ela se encarregou disso. Se nosso país realmente tivesse um meio acadêmico e cultural ideologicamente equilibrado, não seria tão necessária esta carta", argumentou.
Confira abaixo a íntegra da carta
Caro professor,
Como o senhor deve saber, eu repudio o filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir sobre ele por mais de meia hora. Aproveito através deste trabalho, não para seguir as questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora. Quero começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras.
Me é uma pressão terrível, escrever sobre Marx e sua ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada dia, um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil. Outros reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo consumo só cresce (São aliados das FARCs), a crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc. Tudo isso sintomas da revolução gramscista em curso no Brasil. A revolução leninista está para o estupro, assim como a gramscista está para a sedução, ou seja, se no passado o comunismo chegou ao poder através de uma revolução armada, hoje ele buscar chegar por dentro da sociedade, moldando os cidadãos para pensarem como socialistas, e assim tomar o poder. Fazem isso através da educação, o velho e ‘’bom’’ Paulo Freire, que chamam de ‘’educação libertadora’’ ou ‘’pedagogia do oprimido’’, aplicando ao ensino, desde o infantil, a questão da luta de classes, sendo assim os brasileiros sofrem lavagem cerebral marxista desde os primeiros anos de vida. Em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos são monopolizados pela esquerda a meio século, na universidade é quase uma luta pela sobrevivência ser de direita.
Agora gostaria de falar sobre as consequências físicas da ideologia marxista no mundo, as nações que sofreram sob regimes comunistas, todos eles genocidas, que apenas trouxeram miséria e morte para os seus povos. O professor já sabe do ocorrido em países como URSS, China, Coréia do Norte, Romênia e Cuba, dentre outros, mas gostaria de falar sobre um caso específico, o Camboja, que tive o prazer de visitar em 2010. Esta pequena nação do Sudeste Asiático talvez tenha testemunhado o maior terror que os psicopatas comunistas já foram capazes de infligir sobre a humanidade, primeiro esvaziaram os centros urbanos e transferiram toda a população para as zonas rurais. As estatísticas apontam para uma porcentagem de entre 21% a 25% da população morta por fome, doenças, cansaço, maus-tratos, desidratação e assassinadas compulsoriamente em campos de concentração no interior. Crianças também não escaparam, separadas dos pais, foram treinadas para serem ‘’vigias da Revolução’’, denunciando os próprios familiares, quando estes cometiam ‘’crimes contra a Revolução’’. Quais eram os crimes? Desde roubar uma saca de arroz para não morrer de fome, ou um pouco de água potável, até o fato de ser alfabetizado, ou usar óculos, suposto sinal de uma instrução elevada. Os castigos e formas de extermínio, mais uma vez preciso de uma resistência estomacal, incluíam lançar bebês recém-nascidos para o alto, e apanhá-los no ar, utilizando a baioneta do rifle, sim, isso mesmo, a baioneta contra um recém-nascido indefeso.
Bem, com isto, acho que meu manifesto é suficiente, para expor meu repúdio ao simples citar de Marx e tudo o que ele representa. Diante de um mundo, e particularmente o Brasil, em que comunistas são ovacionados como os verdadeiros defensores dos pobres e da liberdade, me sinto obrigado a me manifestar dessa maneira, pois ele está aí ainda, assombrando este mundo sofrido.
Para concluir gostaria de citar o decálogo de Lenin:
1. Corrompa a juventude e -lhe liberdade sexual;
2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa;
3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo
6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população;
7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa;
10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.
Obrigado, caro professor, pela compreensão.
Ass.: João Victor Gasparino da Silva