Continencia

Continencia
Caserna

terça-feira, 17 de abril de 2012

O que é justiçamento - Comissão da Verdade

domingo, 15 de abril de 2012

Águas da Cachoeira.........

13
 
A feijoada está cheia de laranjas os tubarões estão brindados.
13/04/2012 14:59
Cachoeira faz negócios com a Delta, de Cavendish, que tem contratos milionários com Cabral, seu grande amigo
Cachoeira faz negócios com a Delta, de Cavendish, que tem contratos milionários com Cabral, seu grande amigo
O clima em Brasília é de velório. A oposição e o governo não sabem o que fazer com o defunto. Pra se ter idéia da confusão, ninguém mais quer CPI, mas não sabem como fazer pra se livrar dela. Vejam a que nível chegou a situação. Ontem, o presidente do Senado, Joseé Sarney (PMDB – AP) colocou emissários para ouvir lideranças expressivas do PMDB por todo o país (governadores, senadores e deputados federais) para sentir deles a temperatura. Todo mundo estava com os nervos à flor da pele e ninguém quer a CPI. Do interlocutor que falou em nome do governador Sérgio Cabral, o emissário de Sarney ouviu o seguinte: ”Vocês querem levar o Cabral pra cadeia e enrolar a vida da Dilma? É melhor parar com essa brincadeira de CPI”. E completou ao perplexo ouvinte do outro lado da linha: "O helicóptero que caiu lá na Bahia estava levando Cabral pra casa do Cavendish (dono da Delta), ele não quer nem ouvir falar nesse assunto de investigação”. É realmente o clima está pesado e sobre isso vale a pena lerem o artigo do blog Brasil 247.
Reprodução do blog Brasil 247




sábado, 14 de abril de 2012

QUE FIQUEM EM SILÊNCIO


Aileda de Mattos Oliveira*
Quem se movimenta em torno do epicentro do Executivo sempre é atingido pelas emanações hipnóticas do Poder. Contudo, deixam-se envolver os que já eram propensos ao desvio de reta e flexíveis às seduções de cargos e funções.
“Movimentar-se em torno” não significa aderir, prostrar-se, anular-se. Mas a terrível fonte de atração é inebriante, superior às forças de reação, se é que haja vontade de reagir. As consequências não se fazem esperar e já vêm com o rótulo adequado às novas circunstâncias: ‘Sujeição’.
O que não se admitia acontecesse, mas infelizmente é uma verdade que se constata com frequência indesejável, são representantes das Forças deixarem de “circular em torno” para penetrarem no círculo e nele alimentarem-se do tal “senso comum”.
Lamenta a parte escrupulosa da sociedade que essa cooptação tenha atingido alguns, mais do que se admitia, deixando-a decepcionada pela deserção aos juramentos anteriormente assumidos, de manterem-se, unicamente, em defesa do Estado Brasileiro e não de partidos políticos de cores antinacionais. Esta parcela íntegra da sociedade ainda deseja crer, a todo custo, que a transparente acomodação seja uma oculta manobra estratégica. Mas isto é uma ilusão.
É um enganar-se para não sofrer. Coisas de masoquistas. Enquanto isso, a Instituição Militar continua a ser vilipendiada pelos que atentaram contra os quartéis, e, no entanto, hoje, dominam o ministério da antidefesa, recebem medalhas designadas com os nomes ou as qualidades dos heróis nacionais, num enxovalhamento, total, da simbologia da militar. Que valor terão elas agora? Que alguém probo, com serviços prestados à Nação vai querer recebê-las e levá-las ao peito, e igualar-se, por baixo, aos réprobos nacionais?
Antes, desejava-se que os militares viessem a público expressar a posição da caserna sobre tantos fatos criados, unicamente, para humilhá-los. Houve tempo em que se indagava a razão do incomodativo silêncio, quando as ações revanchistas iniciaram, com o furor da ignorância, como é característico aos sectários da seita, por caberem, justamente aos militares, a manutenção da integridade do Estado, em benefício mesmo da própria presidente inoperante, mesmo sendo ela uma fraude, mesmo tendo ela um histórico a lamentar. São paradoxos da tal democracia, hipócrita forma de governo, pelo menos, no Brasil.
Agora, chega-se à conclusão de que os militares realmente devem calar-se; emudecer-se; silenciar-se. Por quê? Porque já não têm nada a dizer. Recebem de quem jamais poderia presidir a Nação ordens nervosas, desequilibradas, para apagarem da memória o inesquecível 31 de Março e outras efemérides tradicionais, de grande peso cívico, e continuam a manter-se num mutismo incompreensível, omitindo-se, deixando perder-se no ‘não dizer’ a resposta merecida, mas dura, à descabida provocação de quem tem contas a ajustar, primeiro, com a sua própria consciência. Nesse caso, fiquem como estão: calados.
Se a comandante em chefe diz não ter do que se arrepender do seu passado negro, como têm que renegar o seu, construído dentro dos deveres castrenses, os que cumpriram e cumprem as leis constitucionais em defesa do regime e da unidade nacional, leis que a estão beneficiando?
No silêncio, pelo menos, pode-se imaginar que estão a refletir ponderadamente sobre a situação, a fim de melhor solucioná-la, mas também pode levar a que se pense que nada mais há a fazer. Pelo menos, no idealismo da sociedade pensante, há a possibilidade de se optar pela primeira hipótese, a fim de manter acesas as esperanças e não deixar-se levar pelo fatalismo típico dos defensores da instituição do regime macunaímico, o regime da presidente. Neste último caso, fechar-se-ia a cortina desse teatro da falsa república e surgiria a República Democrática dos Farsantes.
Antes que alguém critique a crítica, afirma-se, aqui, que liberdade de criticar tem quem mais defende o criticado e a autora destas palavras ‑ indignada com os atos próprios de energúmenos, de vandalismo verbal e físico, de predadores da história brasileira, iconoclastas de heróis febianos ‑ está entre os mais constantes defensores das Forças Armadas.
Recebam estas ressalvas, caros militares da Ativa, como resultantes do desapontamento, mais um, se não prevalecessem o egoísmo e a avidez dos cargos. Agradecida ficará esta articulista com aqueles que compreenderem este desabafo e, em pensamento, responderem com uma simbólica continência, se acharem que a merece.
(*Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de Defesa. A opinião expressa é particular da autora.)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

OPERAÇÃO MORDAÇA - CAPITULO I

09/03/201220:17

Ainda estava escuro, quando às 6 horas da manhã, do dia 29 de fevereiro de 2012, a mansão de luxo, na Rua Cedroarana, Quadra G-3, Lote 11, no Residencial Alphaville Ipês, em Goiânia, de propriedade do governador de Goiás Marconi Pirillo até 2010, foi invadida pela “swat” da Polícia Federal. Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso numa ação cinematográfica. O arrombamento da porta da sala e a chegada dos agentes federais ao quarto de Carlos Cachoeira coroava a Operação Monte Carlo. 
Cachoeira, como é chamado, acordou assustado. No corredor, a sua prisão era assistida pela fresta da porta por uma criança de 12 anos, sua enteada, e pela esposa, Andressa. O delegado que comandava a operação pediu que o contraventor abrisse o cofre, mas Cachoeira argumentou que não sabia o segredo. Só Andressa tinha a senha. A polícia entrou no quarto e exigiu que o cofre fosse aberto. Imediatamente a esposa de Cachoeira mostrou o que havia guardado em segredo: joias, inclusive de família, uma quantia em dinheiro de um imóvel vendido por Andressa, documentos e alguns DVDs de conteúdo ainda não revelado.
Governador de Goiás Marconi Perillo
O delegado espalhou sobre a cama todas as joias, a maioria herança de família, principalmente dos avós e do ex-marido de Andressa Wilder Morais, atual suplente do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A esposa do contraventor pediu ao delegado que deixasse as joias e que não invadisse o quarto que sua filha dormia. O pedido foi atendido. Cachoeira foi levado pela polícia, enquanto a criança atônita tentou ir ao seu encontro, sem entender o que se passava. Até este momento, Andressa estava forte. Mas ao ver a filha, a esposa de Cachoeira desmontou.
 
A Polícia Federal acreditou ter fechado a Operação Monte Carlo naquele momento, mas não sabia que ali começava um dos maiores escândalos da política brasileira. Cachoeira foi para a carceragem da PF em Brasília e preferiu o silêncio.
 
Em fevereiro de 2004, Carlinhos foi protagonista do escândalo Waldomiro Diniz, onde o assessor do ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, foi denunciado por receber propina do esquema de jogo clandestino no país. Naquele momento, Cachoeira recebeu total apoio do PT comandado por Zé Dirceu, que rotulava o contraventor como “empresário do jogo”, e o Ministério Público como “aparelho repressor e conspiratório.”
 
José Dirceu 
  
O ministro da Justiça era Márcio Tomaz Bastos. O advogado, era Antônio Carlos de Almeida e Castro, o Kakay. Quem acusava era o mesmo Ministério Público, que agora também comanda a operação só que a serviço do PT .
 
As digitais do PT foram constatadas quando a Polícia Federal começou as investigações sob o comando da sede em Brasília. O Palácio do Planalto acompanhava tudo e aguardava o momento certo para contrapor o escândalo do Mensalão que será votado nos próximos meses pelo Supremo Tribunal Federal.
 
Cachoeira tinha um forte esquema de proteção na Polícia Federal de Goiás, onde contava com seu fiel escudeiro o chefe da inteligência da Polícia Federal. Cachoeira sempre foi um homem muito bem relacionado. Colaborador de todas as horas nas campanhas políticas, principalmente do PT. As investigações aconteciam e surpreendiam o comando da PF. Políticos de alto escalão se misturavam com empresários e contraventores.
 
Cachoeira foi transferido como preso comum para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Desembarcou na cidade sob um sol escaldante, de 42 graus, e foi levado para a cela 17 do presídio. Parecia que a situação tinha chegado ao fim, quando o contraventor foi chamado para raspar a cabeça e receber o tratamento de preso de alta periculosidade. Enquanto a máquina deixava à vista o couro cabeludo de Cachoeira, lágrimas de ódio rolavam pelo seu rosto. Naquele momento, revendo o filme da prisão de Fernandinho Beira Mar, o silêncio de Carlos Cachoeira se transformava em ira contra o PT. Somente no dia seguinte teve o direito de encontrar seu advogado Ricardo Sayeg.
 
Aí começava o desabafo de alguém que sabe muito e não vai evitar a vingança. Os responsáveis pela Operação Monte Carlo foram os petistas, o alvo; o líder de oposição Demóstenes Torres (DEM-GO) e a isca; o mesmo Cachoeira que no passado foi tão amigo do PT, e agora tão usado.
 
Com a chegada do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Congresso, era esperado que naturalmente o neto de Tancredo Neves fosse o líder da oposição ao Governo Dilma. Aécio recebeu algum recado e se mantem apagado no cenário político. Com isso, o líder do Democratas se destacou nacionalmente como o homem que lidera a oposição. Com o destaque, o senador passou a ser o inimigo número um do Partido dos Trabalhadores, que começou a caçada. Aécio Neves, taxado por ter telhado de vidro, trabalhou como bom mineiro, no silêncio, e assiste o colega de oposição servindo de boi de piranha. Nos bastidores se comenta que Aécio só irá assumir a liderança da Oposição no último ano do Governo Dilma evitando o desgaste prematuro.
 
 Aécio Neves 
 
Apesar do PT ter pesado a mão sobre Demóstenes Torres não foram encontradas provas que possam calar a voz da oposição. A relação do senador com Carlos Cachoeira é meramente social, como as mantidas com outros empresários do estado de Goiás. É menos íntima, por exemplo, do que a mantida entre o ex-presidente Lula e o seu churrasqueiro Jorge Lorenzetti, envolvido num escândalo de repasse de R$ 18,5 milhões em verba pública para sua ONG. Tanto barulho por conta de um fogão e uma geladeira, presente de casamento da esposa de Carlinhos para a esposa de Desmóstenes, amigas de longa data? Com certeza, há mais fartura à mesa do PT.
 
O exército de Cachoeira também foi desestabilizado. Funcionários públicos, empresários, políticos, policiais, familiares e pessoas que emprestavam o próprio nome para manter a força e o poder de quem hoje detém um arsenal capaz de mudar a história política do país foram presos ou desarticulados com a Operação Monte Carlo.
 
Cachoeira sempre foi um homem prevenido. Na era dos escândalos detonados dentro e fora dos Governos, o contraventor documentava todos os encontros com seus “parceiros”, em vídeo, áudio, contratos de gaveta, e as transações bancárias no Brasil e no exterior. Monitorava seus “sócios” através de agentes de informações. Durante todos esses anos que transitou nas altas rodas políticas e sociais do país, Carlinhos Cachoeira produziu vários documentários, capazes de mudar o curso da vida, principalmente de quem será julgado ainda este ano pelo Supremo, com a chance de ter o ministro algoz do Mensalão do PT, Joaquim Barbosa, na presidência da maior instância jurídica do País.
 
No encontro com o seu advogado Ricardo Sayeg, em Mossoró, Cachoeira avisou que a família e amigos tem nas mãos “esse” material que será despejado na imprensa nos próximos dias. Nesta sexta-feira, o contraventor começou a cumprir sua promessa. A Revista Veja, divulgou on line, vídeo no qual Carlinhos tem uma conversa com o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), na qual oferece R$ 100 mil para ajudar o petista e insinua já ter contribuído com a mesma quantia para o candidato em outra campanha.
 
Só um detalhe: Otoni nunca declarou a quantia ao Tribunal Regional Eleitoral e não consegue explicar o porquê disso
.
A TRAJETÓRIA DE CACHOEIRA
 
Carlinhos Cachoeira cresceu no meio da jogatina. Seu pai fez parte do grupo de Castor de Andrade e levou para Goiás o conhecido jogo do Bicho. Seus irmãos difundiram pelo Estado o jogo e a chegada das máquinas caça-níqueis. Cachoeira, no entanto, se aperfeiçoou com projetos oferecidos em vários Estados batizado de On Line Real Time. Trata-se de um software que permite ligar as caça-níqueis diretamente à Caixa Econômica, buscando, aos moldes das Loterias, a legalização do jogo.
 
Carlinhos montou várias empresas para gerenciar o jogo nos Estados. E começou sua fortuna. Procurava grupos coreanos, italianos, espanhóis e vendia à vista, a exploração do jogo pelo país. Assim passou a recrutar políticos que viabilizavam a exploração dos jogos de azar pelos Governos estaduais.  Cachoeira sofisticou seus negócios a partir da implantação de seu novo sistema com o apoio do então governador de Goiás Maguito Vilella, padrinho do seu primeiro casamento. Carlinhos criou a empresa Gerplan no governo de Vilella.
 
 Com a entrada do governador tucano Marconi Pirillo,  o empresário do jogo expandiu seus negócios para vários Estados, até bater de frente com os interesses do então ministro chefe da Casa Civil, o petista Zé Dirceu.
 
Waldomiro Diniz, assessor de Zé Dirceu na Casa Civil, trabalhava para a família Ortiz, forte concorrente de Carlinhos Cachoeira.  Os Ortiz lutavam pela permanência do jogo clandestino, pois reconheciam que o negócio era mais rentável. Carlos Cachoeira queria a legalização porque detinha toda uma estrutura profissional com tecnologia de hardware e software para a arrecadação do jogo pelo governo em tempo real  e com a garantia de desconto dos impostos.
 
Waldomiro Diniz
 
Cachoeira então gravou Waldomiro pedindo propina para a campanha do PT em 2002. Com isso, o empresário do jogo usava o flagrante para combater a propina paga pela família Ortiz ao assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, responsável também pelo pagamento do mensalão do PT dentro do Congresso Nacional.
 
Waldomiro era tido como uma águia, mas foi abatido pelo Ministério Público em pleno vôo. O escândalo fragilizou José Dirceu permitindo o ataque de Roberto Jefferson, que culminou com a cassação do mandato de deputado e a demissão da Casa Civil.
 
Cachoeira foi cercado de atenções pelo PT durante todos esses anos para evitar um escândalo maior em torno do financiamento de campanhas em vários Estados. Este roteiro, com conteúdo explosivo, desta vez virá à tona, pois Carlinhos planeja em sua solidão na cela 17 do Presidio de Segurança Máxima de Mossoró, como se vingar do PT que o abandonou e o colocou nesta situação.
 
Nesse arsenal explosivo tem várias empresas: Construtoras, Laboratórios, Bancos no Brasil e no Exterior. Na próxima edição, o Quidnovi vai mostrar, com documentos, como a máfia do jogo atua com o braço político nos cofres públicos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ESTIGMA


Luiz Fernando Veríssimo continua rebelde. Aliás, quando sua rebeldia escasseia ou diminui, ele vai a Paris recarregar suas baterias ideológicas, reunindo-se no Quartier Latin ou em Montmartre com outros criptocomunistas, para filosofar sobre o insucesso do COMUNISMO e do SOCIALISMO REAL e desfrutar um bom vinho, feito de uvas de castas selecionadas, pois ninguém é de ferro; leva a tiracolo seu saxofone para confraternizar com músicos e artistas “avançados”, as belas noites da cidade luz. No retorno, depois de se empanturrar de FAISÃO e PERU, volta arrotando JACU.
Nas edições dos primeiros dias de abril de 2012, dos Jornais O Globo e Zero Hora, mais uma vez, descarrega sua repulsa ao segmento militar, agredindo velhos soldados, segundo ele, pertencentes “ao Clube de reformados das Forças Armadas contrários ao esclarecimento final do que houve nos anos de rebeldia e repressão”, de quem “só se pode esperar bravatas vazias”. Sobre as agressões sofridas por esses mesmos velhos soldados em frente ao Clube Militar, no dia 29 de março, nenhuma palavra ou crítica; como tantos ”intelectuais orgânicos engajados” sua “moeda democrática” só tem uma face.
Manifesta, também no artigo, uma dúvida, sobre o que acham os soldados de hoje, a respeito da instalação e do funcionamento da Comissão da Verdade e o ”nível de insubordinação entre os da ativa”.
Como velho soldado asseguro-lhe que os jovens oficiais exercitam as mesmas virtudes, por ele desconsideradas, dos seus antigos chefes, alguns deles enaltecidos e cultuados no Panteão da Pátria: lutaram em Guararapes para expulsar os invasores; participaram dos embates pela independência do país; sufocaram inúmeras revoltas no período regencial, mantendo incólume o território nacional; colaboraram para a erradicação da escravatura no país e lideraram os acontecimentos para a implantação da República; sustentaram, ainda, Getúlio Vargas na Revolução modernizadora de 1930 e sufocaram a Intentona Comunista de 1935 e a revolta Integralista de 1937.
Com a Força Expedicionária Brasileira (FEB) lutaram e morreram no Teatro de Operações da Itália, colaborando para derrotar o nazi-fascismo que infernizava o mundo.  Por último, e não menos importante interveio no processo político em 1964, quando a sociedade brasileira exigia inconformada que a baderna e o desgoverno tivessem um fim.
Colocaram, depois disso, o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e na senda da ordem e do progresso.  Contaram para isso, com o incondicional apoio da sociedade brasileira e dos governadores eleitos dos principais Estados da Federação, entre eles, Minas Gerais, São Paulo, Guanabara e Rio Grande do Sul e muitos outros.
Essas evidências o irritam e o tornam mais rebelde, quando é obrigado a confrontar o pífio desempenho dos governos atuais, dos quais é entusiasta, com as realizações em todos os campos do Poder Nacional, dos governos militares. Naquela época, apesar das restrições naturais à liberdade de determinados militantes, não havia a repartição do butim, como ocorre hoje. E os mais velhos sabem disso.
Embora considerem a Comissão da Verdade inoportuna e com vícios de origem, asseguro-lhe que os militares não são contra sua Instalação, desde que ela, depois de passadas as naturais e compreensíveis disputas sustentadas pelo viés ideológico, sem revanchismos e sem afrontar a Lei da Anistia, venha a apurar, de forma isenta (de preferência integrada por historiadores sérios e não engajados) todos os episódios de triste memória, cometidos pelos lados em confronto.
O que não aceitam os militares é a estratégia urdida nas coxias do ressentimento, preparada para achincalhar e responsabilizar somente o EXÉRCITO INVICTO DE CAXIAS, uma das mais sérias Instituições deste país, objetivo velado de elementos inconformados e sectários da velha esquerda, historicamente impedidos de implantar no país regimes estranhos à nossa tradição, por esse mesmo Exército.    
O que não aceitam os militares é que os membros desta COMISSÃO sejam indicados por indivíduos que participaram ativamente de Organizações Terroristas violentas, responsáveis pela morte, em vários casos, de cidadãos inocentes (civis e militares), quando explodiram, sequestraram, assaltaram, assassinaram e roubaram estabelecimentos bancários, sem medir suas consequências.
Não seria prudente para a pacificação dos espíritos e, com certeza, um atestado de ingenuidade, entregar à raposa as chaves do galinheiro, para decidir tema complexo, controverso e de natureza discutível.
O que teria a ganhar a maioria esmagadora dos brasileiros que vivem hoje em uma nação pacificada e que desfruta os benefícios do regime democrático, com atitudes e posturas que fomentam o ódio e a cizânia, insistindo em reabrir feridas quase cicatrizadas.

                            Gen Bda Ref. Carlos Augusto Fernandes dos Santos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O destino de Demóstenes e a safadeza oportunista

Paulo Roberto dos Santos Fontes

OS 300 DE ESPARTA, OS 300 PICARETAS E OS 300 TELEFONEMAS (OU O PROFESSÔ E O DOTÔ).
O que estamos assistindo é o exemplo sórdido da mais sofisticada bandidagem que jamais existiu na história deste país. O que vimos pela TV e lemos nos jornais dá vontade de vomitar, dá vontade de desistir de tudo e o último que sair que apague a luz.
Este conluio entre um senador (?) da república que até então era uma figura exponencial e que nos enchia de esperança, embora pertencesse ao DEM, um partido que teve origem no PFL e antes na ARENA, é uma prova definitiva que a esperança morreu e não existe luz no fim do túnel.
Aliás não existe nem túnel e ao fim já chegamos, estamos mergulhados na mais hipócrita e abjeta“ CLEPTROCRACIA”, uma cloaca fétida onde o Brasil e quase todas as instituições, principalmente as políticas em todos os níveis federativos, estão atolados com pescoço e tudo.
A reprodução dos grunhidos, sim grunhidos, porque o que se ouve ali não pode ser voz de seres humanos, mostra Vossa excrescência o senador entabulando uma conversa com seu interlocutor, um escroque cujo nome não vou reproduzir para não contaminar a tela do computador.
Os dois criminosos, na mais pura demonstração de como funciona a macro criminalidade e o crime organizado, combinam suas deletérias ações para roubar os cofres públicos, prevaricar, praticar todo tipo de picaretagem contra os brasileiros.
No meio da conversa o nome do vice- presidente da República é mencionado e quero lembrar que em recente entrevista que concedeu e foi tornada pública, o ex -deputado Ciro Gomes declarou alto e em bom tom: “o PMDB é um ajuntamento de assaltantes, cujo chefe da quadrilha é o vice presidente”.
Estamos perdidos não nos iludamos com qualquer outra débil ação que pretenda se contrapor as diabólicas armações desses criminosos de carteira assinada, políticos, empresários , funcionários públicos e outros.
Nem o Poder Judiciário e o Ministério Público estão à altura da competência da ação da Polícia Federal e infelizmente veremos morrer na praia o esforço dos dignos Delegados e agentes que levaram a cabo às investigações deste e de muitos outros casos.
Os recursos serão impetrados e ninguém será punido e está aí o “mensalão” para comprovar.
O Boeing da corrupção sem freio que voa livre em céu de brigadeiro sob o nosso céu azul de anil jamais aterrisará e o que se roubou neste Brasil nos últimos dez anos já comprometeu a geração dos nossos filhos netos e bisnetos e com certeza somos um “CLEPTO PAÍS” , a semelhança ou pior dos que aqueles conhecidos como “NARCO PAÍS”.
ESPARTA foi salva pelos seus bravos 300 soldados que combateram à sombra das flechas do inimigo e derrotaram os persas no desfiladeiro das Termópilas.
Aqui em Pindorama um político declarou certa vez:
“ Há no congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesse”.
A Banda Para Lamas do Sucesso não deixou passar em branco e genialmente imortalizou na canção: “ Luis Inácio falou, Luiz Inácio avisou , são trezentos picaretas com anel de doutor”.
A julgar pelos 300 telefonemas trocados entre os dois bandoleiros, UM CHAMANDO O OUTRO DE “PROFESSÔ E DOTÔ”, um deles senador da república, a julgar pelo escândalo do “mensalão e do “mensalinho”, pelo caso dos aloprados do PT, e por incontáveis outros casos de corrupção explícita sem punição exemplar,temos certeza de que são muito mais os picaretas, talvez a maioria absoluta, e sendo assim não há salvação para o BRASIL!